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União de sete companhias cria a Virtus | 07/03/2008 11h39min
 
Por Ana Carolina Saito
 
São Paulo, 7 de Março de 2008 - Com a consolidação do mercado de tecnologia de informação, a vida de fornecedores de menor porte fica cada vez mais difícil. Para ganhar musculatura, sete empresas brasileiras decidiram se unir e criar a Virtus, especializada em softwares e serviços para a gestão da infra-estrutura de TI de companhias. A companhia nasce com um faturamento estimado em cerca de R$ 100 milhões neste ano e se apresenta como alternativa nacional às grandes multinacionais HP, IBM e CA.

O movimento de fusão, inédito no mercado brasileiro, foi liderado pela Automatos (software) e pela Dedalus (serviços) e começou a ser desenhada em meados do ano passado. Aderiram também à empreitada a Trellis, Intelekto, Biosalc, Visionnaire e Volans. Além dos acionistas das sete companhias, são acionistas da Virtus a Intel Capital, braço de investimentos de capital de risco da fabricante de chips, e a holding brasileira Ideiasnet - as duas já eram sócias da Automatos. "A lógica da criação da Virtus foi oferta. Já tínhamos um relacionamento anterior, fazíamos vendas cruzadas e chegamos a um modelo de fusão de empresas com forças complementares", diz o presidente da nova empresa e fundador da Automatos, André Fonseca.

O executivo sabe que o grande desafio será a integração das diferentes empresas, mas avalia que o tamanho da oportunidade vale o esforço. Segundo Fonseca, juntas as companhias tem uma carteira de 1.000 clientes no Brasil e no exterior e só com vendas cruzadas é possível triplicar os negócios em até três anos. "Foco inicial será o crescimento na base instalada", comenta o executivo.

Na manhã de ontem, horas antes do seu lançamento oficial em São Paulo, a companhia já estava bem próxima de fechar o seu primeiro contrato. Uma cadeia de varejo, cliente de uma das fornecedoras que deram origem à Virtus, está prestes a adquirir os produtos de outra sócia. "Esse negócio quase dobra a quantidade de produtos vendidos por esta empresa", diz Moyses Rodrigues, vice-presidente da divisão de software.

A longo prazo, o objetivo da Virtus é se consolidar como a terceira maior fornecedora brasileira de softwares, atrás apenas das fabricantes de sistemas empresariais (ERP) Totvs e Datasul. Assim como fizeram estas duas companhias, a novata não descarta a possibilidade de realizar uma oferta pública de ações no futuro. "Primeiro, temos o desafio da integração e, em seguida, avaliar oportunidades de financiamentos", diz Fonseca.

Também está nos planos da Virtus agregar mais empresas ao grupo. "A estrutura criada também abre espaço para novas fusões", diz o vice-presidente de serviços da companhia e fundador da Dedalus, Maurício Fernandes. A expectativa das empresas envolvidas é de obter 15% de redução de custos já a partir de 2009. Para isso, a empresa criará um centro de serviços compartilhados, para concentrar inicialmente Recursos Humanos, compras e manutenção. A Virtus nasce com 800 profissionais e não prevê demissões. "Pelo contrário, hoje todas as empresas tem vagas abertas", afirma Fernandes.

A Virtus é formada por três unidades de negócios: software, serviços e dispositivos para redes. Os vice-presidentes de cada uma das áreas se reportam a um comitê executivo, que responde diretamente ao conselho de administração da empresa.
Fonte: Gazeta Mercantil
 
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